22 de out. de 2025

Muitas vezes eu quero controlar a vida e mundo. Eu sempre perco o controle. Não dá para controlar a vida e nem o mundo.

Eu escolhi a liberdade, mas ela tem um custo. Eu escolhi sair cedo da casa da minha mãe, aos 17 anos.

Eu escolhi caminhar com minhas próprias pernas. Eu não sabia, que a solidão muitas vezes faria morada em mim.

Eu não sabia que estar longe faria com que eu não conseguisse acompanhar o que acontece com as pessoas que eu amo.

Eu não controlo a vida, mas eu também não controlo o medo que eu tenho disso. Todos comentavam sobre a liberdade ser maravilhosa, mas ninguém falou sobre o aperto no peito que ela gera.

Eu escolhi sair cedo e não me arrependo. Assim, como não me arrependo de nenhuma escolha que eu fiz. A vida tá aí para ser vivida. Acertando ou errando, para mim, que quase vi a vida escapar pelos dedos, pouco importa o resultado.

Muitas vezes eu quero controlar a vida e o mundo. Muitas vezes eu quebro a minha cara.

11 de ago. de 2025

Eu sabia que sairia perdendo nesse jogo todo. Você morde e depois assopra, parece que vai ficar e depois corre. Hoje eu não fui trabalhar porque estava assombrada por culpa sua. Hoje você simplesmente vai embora. Eu ainda fico nesse seu papinho. Dessa vez, passamos do limite. Dessa vez, achei que talvez você ficasse um pouco mais. Você logo foi. A vida vai seguindo. Espero findar isso com você logo. Hoje eu fiquei igual boba, atormentada por você. Hoje acho que você já superou tudo e tá seguindo sua vida. Eu preciso fazer o mesmo. Eu preciso parar de cair no seu papo ridículo. Preciso aprender a ser dona de mim perante a você. Sempre fui fácil demais. Agora você deve especular que não tenho valor, que eu não tenho escrúpulos. Que você se foda. Ache o que quiser, porque tudo o que achar de mim recai sobre você também na meia culpa.

8 de ago. de 2025

 O passado costuma aparecer no presente, lá no fundo eu ainda não consegui soltar você de mim. Acaba sendo injusto com você e é injusto comigo também. Você  me salvou e nem sabe disso. Eu me apego a você e você nem suspeita. Eu insisto em reaparecer de tempos em tempos, mesmo que seja uma breve conversa, mesmo que lá no fundo isso tudo permeie de forma rasa o meu ser.
 O passado costuma aparecer no presente e eu queria apenas ouvir a sua voz para ver o tom certo que ela tem. Nós não somos mais compatíveis, realidades e ideias bem diferentes. Você nem faz o meu tipo, mas ainda mantenho você agarrado a mim, mesmo que seja por um fio. Você me salvou e nem sabe disso e eu acho que eu não tive nem um terço do impacto que você teve na minha vida. Eu gosto de jogar papo fora com você, mesmo de forma rápida e de assuntos pontuais. Mas você como sempre some e corre. 
 Hoje eu confesso, não está um dia bom, e sempre que é assim eu recorro a você, ou ao êxtase, desse processo todo que é falar "oi". Hoje eu confesso, o dia está bem cinza, queria alguém para me salvar como você me salvou naquela época. Hoje, eu confesso, só queria dormir e ter alguém com quem compartilhar toda essa bagunça interna. 
 Muitas vezes eu vou caindo sem perceber, e você antigamente, percebia, olhava e sabia reconhecer o que ninguém mais conseguia. Acho que é nessa sensação que eu me apego. Acho que é nesse processo do reconhecimento, que experimentei a primeira vez através de você. Sobre valor. Sobre ser valorizada.
 Hoje, eu sinto saudades da nossa juventude despreocupada. Sinto falta de não sentir minhas costas tão pesadas. Densas. Meus passos descompassados.
 Tem dias que não consigo sorrir de volta para a vida, e eu acho que nessa situação nem ela sorri também. Um passo e o precipício já está a frente. Eu paro. As vezes, preciso me obrigar a parar.