18 de dez de 2011

Dialogo

 Estava passando frente a teu quarto, quando ouvi seus choros. A menina estava aos prantos, gritava ansiando ajuda, parecia que sabia que eu estava la para ajuda-lá. Mas na verdade eu estava para encontrar outros rostos que completassem o meu.
 Parei na porta. A menina se encontrava ajoelhada,rezando desesperadamente.Soluçava.
 Eu sabia que sua fé não seria capaz de cura-lá. Apenas ela mesma poderia fazer isso. Mas suas forças foram se esgotando. Estava escrito nos  seus olhos.
 Resolvi entrar, ela me olhou amedrontada. No momento nenhuma palavra fora solta no ar.Fui o primeiro a falar:
 - Aconteceu algo querida?
 -Isso é da sua conta?- Respondeu ela.
 Não vou julga-lá por ser mal educada, ela apenas havia colocado sua mascara para parecer forte.
 -Sei que ti não é assim. Se pudesse me contar seus problemas talvez eu pudesse ajuda-la.
 -Como poderei contar meus problemas, se não vou ter certeza de que não irás me abandonar.
 Nesse momento soube exatamente o que aconteceu. Aquela criança havia confiado profundamente em alguém, que acabou a machucando.
 -Pode confiar em mim, não vou abandona-la.
 De repente, seus olhos arregalaram-se, e ela falou quase que num sussurro
 - O homem, ele esta vindo. Corre o homem. Consegue escuta-lo?. Ele esta por toda parte. Desde que mamãe morreu, ele vem sondando meus ouvidos e eu as vezes grito para espanta-lo, mas ele sempre volta...
 Aquela menina fora tomada pela sociedade e a loucura a dominou. E ansiava por descobrir mais, queria estuda-la a fundo.
- O que essas vozes dizem para você.
- Elas dizem para me manter distante dos outros,para ser forte e não chorar. Mas isso é muito difícil. Então eu começo a rezar para papai do céu, como mamãe me ensinou. Mas ele nunca me ouve, ou então não se importa comigo.
 Aquilo para mim fora muito forte. Como uma criança com aquela idade perde toda a fé? Não sei.
- Moço
Me assustei nesse momento, me encontrei perdido em meus pensamentos.
- Sim querida?
-O senhor me ajuda?
-Ajudar com que?
-Ajudar a acabar com a hipocrisia da sociedade?      

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